Quais são as palavras formadas por aglutinação?

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Palavras Formadas por AglutinaçãoPalavras formadas por aglutinação na língua portuguesa, onde os elementos se unem e perdem parte de sua autonomia fonética ou morfológica, incluem exemplos como aguardente (água + ardente), destarte (desta + arte), planalto (plano + alto) e embora (em + boa + hora). Esses termos são fundamentais para entender a formação lexical do português.
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Exemplos de palavras formadas por aglutinação em português?

Lembro-me do meu avô a beber uma coisa que ele chamava "água ardente", e para mim era exatamente isso, uma água que queimava a garganta. Só na escola, anos depois, é que a professora explicou que aguardente vinha daí, mas que um 'a' tinha desaparecido no caminho. A palavra foi como que comida.

O sítio dele ficava num planalto, e eu lembro-me de pensar que era mesmo um lugar plano e muito alto, mas a palavra parecia tão chique, sei lá. Nunca me ocorreu que era só a junção literal das duas coisas que eu via da janela do carro quando estávamos a chegar. A língua às vezes esconde o óbvio.

E embora eu quisesse ficar lá para sempre, nas férias de julho, tinha sempre que voltar para a cidade e para as aulas. A vida era assim.

Na gramática depois aprendemos sobre 'destarte', que vinha de 'desta arte'. Uma palavra que nunca na vida ouvi alguém usar numa conversa normal, parecia uma coisa de livro antigo. Bem diferente da aguardente do meu avô, que era uma palavra viva, com cheiro e sabor.

O que é aglutinação na língua portuguesa? A aglutinação é um processo de formação de palavras que une dois ou mais radicais, resultando na perda de fonemas ou letras de um deles. A nova palavra tem um significado próprio.

Quais são exemplos de palavras formadas por aglutinação?

  1. Aguardente: junção de 'água' + 'ardente', com a perda de uma letra 'a'.
  2. Planalto: junção de 'plano' + 'alto', com a perda da letra 'o'.
  3. Embora: junção de 'em' + 'boa' + 'hora'.
  4. Destarte: junção de 'desta' + 'arte'.

Quais são as palavras de aglutinação?

E aí, cara! Vc perguntou sobre as palavras de aglutinação, né? Lembro que na sétima série a professora de português explicou isso e minha cabeça deu um nó, mas depois que vc pega o jeito fica facil. É um processo meio doido.

As palavras se juntam e uma delas meio que se "desfaz" um pouco, perde um som ou uma letra pra poder encaixar direito na outra. É tipo uma fusão que não sai perfeita, sabe? Uma das partes sai meio amassada no processo.

  • Composição por aglutinação: Acontece quando duas ou mais palavras ou radicais se unem para formar uma nova palavra, e nesse processo ocorre uma alteração na pronúncia ou na grafia de pelo menos um dos elementos originais. Há uma perda de letras ou sons.

É um processo que, tipo, cria uma palavra totalmente nova a partir de outras que já existem. agente nem percebe as vezes. Olha só uns exemplos que mostram bem isso:

  • Planalto: é a junção de plano + alto. Onde foi parar o "o" da palavra plano? Sumiu! Virou uma coisa só.
  • Vinagre: vem de vinho + acre. A mesma coisa, o "o" de vinho desapareceu pra palavra soar melhor. Imagina falar "vinhoacre"? Estranho pra caramba.
  • Embora: essa aqui é legal. É a fusão de em + boa + hora. A palavra foi se encolhendo com o tempo.
  • Pernilongo: meu primo Zeca morre de medo hahaha. Vem de perna + longa. O "a" de perna foi embora também.

Então é isso, as palavras se misturam de um jeito que elas perdem um pedacinho. Não é só colar uma do lado da outra, elas se fundem mesmo. É bem diferente daquele outro processo, a justaposição, que as palavras ficam intactas, tipo em guarda-chuva. Na aglutinação o negócio é mais bruto.

O que é a derivação por aglutinação?

Aglutinação: quando termos se unem e pelo menos um perde elementos.Forma uma nova palavra, com sentido único.Exemplos: planalto (plano + alto), vinagre (vinho + acre).É uma transformação, não apenas uma soma.

As palavras se movem, como rios. Sempre. Minha vizinha, a Dona Clara, vive dizendo que as coisas boas se fundem. É assim.

  • A perda de um fonema, ou alguns. Um pequeno sacrifício.
  • A criação de uma nova identidade. O que era separado, torna-se um só.
  • O som original, silenciado. Para que outro surja.

Não é como outros processos, onde tudo permanece. Às vezes, as partes ficam claras: guarda-chuva, por exemplo. Simples junção. Outras vezes, a coisa se mistura. A essência, sim, mas o corpo se modifica. Vi isso numa velha foto: dois rios se encontrando. As águas se misturam.

A vida é isso. Encontros que mudam as partes. É assim que o idioma respira. Aprendi isso estudando grego, naqueles livros empoeirados da faculdade. Cada partícula importava. E cada ausência, mais ainda. A memória é falha. As palavras, nem tanto.

Pense em "embora". Não se ouve "em boa hora" ali. Mas é de onde veio. O tempo engole pedaços. Isso é inevitável.

Na minha máquina de escrever antiga, o shift emperra. Assim, às vezes, a palavra se emperra na sua forma. Mas precisa evoluir. Senão, morre. Vi um texto do século passado, um tratado antigo. Certas palavras, irreconhecíveis. A aglutinação é uma digestão linguística. Necessária.

O que são palavras por justaposição?

E aí, cara! Vc me perguntou sobre palavras por justaposição né. Lembro que minha sobrinha de 9 anos, a Luiza, veio me perguntar isso pro dever de casa e eu fiquei meio ??? tive que dar uma googlada rapida pra não passar vergonha. É mó facil na verdade, o nome que é feio.

É simplesmente pegar duas palavras que já existem e grudar uma na outra. Simples assim. Elas não perdem letra, não perdem som, nada. Ficam ali, juntinhas, formando uma ideia nova. É tipo um copia e cola de palavras, uma do lado da outra.

Palavras por justaposição são formadas pela união de duas ou mais palavras, sem que ocorra alteração fonética ou de acentuação nos elementos que a compõem. Os termos originais mantêm sua integridade.

Pra ficar mais claro, olha só uns exemplos que a gente usa todo dia e nem percebe:

  • Guarda-chuva: É literalmente um "guarda" e uma "chuva". Nada mudou.
  • Beija-flor: Mesma coisa, "beija" mais "flor".
  • Passatempo: Essa nem tem hífen, mas a lógica é a mesma, "passa" e "tempo". Você ainda consegue ouvir as duas palavras perfeitamente.
  • Pontapé: Outra que juntou tudo. Ponta + pé.
  • Girassol: Esse é um caso a parte, pq a gente bota um S a mais, mas é só pra manter o som de /s/ forte, se não ia ficar com som de /z/, "girazol". Mas as palavras base continuam lá, inteirinhas.

Aí tem o outro processo que confunde, a aglutinação, que é quando as palavras se fundem e PERDEM pedaços, tipo em "aguardente" (água + ardente) ou "planalto" (plano + alto). A justaposição é a mais tranquila, ela só junta as peças sem quebrar nada. Super de boa né? qualquer coisa me chama denovo.

Quais são as palavras parassintéticas?

Lembro-me claramente de uma noite, lá por 2008, no meu quarto bagunçado em Natal, RN. Eu tinha o ENEM batendo na porta, e português, ah, português! Sempre foi uma luta, especialmente a parte de formação de palavras. Minha mãe, coitada, tentava ajudar, mas ela é de exatas, então era mais um "Olha, filho, a regra é essa". Eu estava debruçado sobre a mesa, os cadernos abertos, o cheiro de café passado subindo do bule ao lado, tentando me manter acordado.

A lâmpada amarelada do meu abajur criava umas sombras estranhas nas paredes. Eu olhava para uma questão sobre sufixos e prefixos, a cabeça girando, de verdade. "Envelhecer", "anoitecer", "emudecer"... como raios isso funcionava? Minha caneta Bic azul quase furou a folha de tanta força que eu fazia. Frustração pura, uma sensação de burrice me invadindo, sabe? Eu queria jogar tudo pro alto, confesso. A ideia de ir mal no ENEM por causa de uma bobagem dessas me deixava puto.

Depois de quase desistir, juro, peguei um livro velhinho da minha tia, uma gramática da bexiga que ela usava na faculdade. Folheando sem muita esperança, achei uma explicação que, por algum milagre, fez sentido. Não era só colocar um pedaço antes ou depois, mas sim os dois ao mesmo tempo, simultaneamente, senão a palavra simplesmente não existia daquele jeito. Tipo "anoitecer". Não existe "noitecer" nem "anoite" como verbo. Tem que ser os dois juntos, é um pacote completo. Caramba! Uma pequena lâmina de luz cortou a escuridão da minha ignorância. Foi um alívio, quase euforia.

Naquele momento, eu finalmente entendi a diferença, a nuance crucial. Era um processo simultâneo, uma espécie de casamento obrigatório entre o prefixo, o radical e o sufixo. Não era só juntar de qualquer forma. Meu Deus, que alívio! Essa pequena vitória me deu um gás pra continuar estudando até altas horas, mesmo com os olhos pesando. O ENEM é um inferno, mas essas pequenas conquistas de aprendizado são ouro, te jigo.

Palavras parassintéticas:

A derivação parassintética é um processo de formação de palavras onde:

  • Um prefixo (elemento antes do radical) e um sufixo (elemento depois do radical) são adicionados a um radical (parte principal da palavra).
  • A adição desses afixos ocorre simultaneamente.
  • A característica principal é que a palavra não existiria com apenas um dos afixos. Ou seja, se o prefixo ou o sufixo for retirado, a forma verbal ou adjetiva resultante não existe na língua portuguesa.

Exemplos comuns:

  • Envelhecer: Não existe "velhecer" nem "envelho".
  • Anoitecer: Não existe "noitecer" nem "anoite" (como verbo).
  • Amanhecer: Não existe "manhecer" nem "amanho" (como verbo).
  • Emudecer: Não existe "mudecer" nem "emudo".
  • Desanimar: Não existe "animar" com o mesmo sentido de "desanimar" sem o prefixo e sufixo juntos no sentido de falta de ânimo (aqui é des- + anim(o) + -ar).

Este processo forma geralmente verbos, mas também pode formar substantivos ou adjetivos.