Faz 20 anos ou faz 20 anos?
Faz 20 anos ou fazem 20 anos?
Nossa, que discussão antiga essa! Lembro de uma professora de português, lá em 2003 no colégio estadual de São Paulo, que ficava numa pilha com isso. Ela batia na mesa, quase gritava, "Faz, sempre faz, no singular!". Ainda me lembro do caderno dela, cheio de exemplos, todos com "faz". Era quase uma cruzada pessoal, hahaha.
Já trabalhei com revisão de texto, e me deparo com isso frequentemente. Pessoas super cultas usando "fazem" no plural, me deixa meio... confusa. Acho que é porque a gente sente a pluralidade no tempo, sabe? Tipo, "passaram-se 20 anos", que parece mais natural, apesar de gramaticalmente incorreto.
Mas a regra é a regra: faz vinte anos que a gente briga com essa questão, né? Concordância verbal é um bicho-papão. A regra do "faz" impessoal, para mim, é uma dessas coisas que a gente decora, sem muita explicação.
Informação concisa:
- Fazer (tempo): Singular. Ex: Faz 20 anos.
- Concordância: Verbo "fazer" indicando tempo transcorrido é impessoal, fica sempre no singular.
Faz mais de 10 anos ou fazem mais de 10 anos?
Faz dez anos. Ponto final.
Concordância verbal: O verbo "fazer", indicando tempo decorrido, é impessoal. Terceira pessoa do singular. Sempre.
Alternativa: "Há dez anos..." também funciona. Mesma regra de impessoalidade.
- Regra gramatical: Verbo "fazer" (tempo decorrido) = 3ª pessoa singular.
- Exemplo incorreto: Fazem dez anos.
- Exemplo correto: Faz dez anos que terminei meu projeto de mestrado na USP, em 2013. Foi puxado.
- Substituição: "Há dez anos..." é aceitável. Mesmo significado.
- Observação pessoal: Ainda me lembro daquela defesa. Stress.
Faz 30 anos ou faz 30 anos?
Faz 30 anos, ponto final! A gramática, essa chata, mas necessária, dita assim. Afinal, o tempo, esse senhor implacável, não se preocupa com pluralidades sentimentais. Ele simplesmente faz – e faz no singular, independente da quantidade de anos, meses ou décadas que se acumulam como poeira cósmica no meu armário de lembranças. Imagine o tempo como um relógio suíço, preciso e impessoal, sem espaço para negociações emocionais. Ele não pergunta "Fazem 30 anos?", ele decreta: "Faz 30 anos!". Já que estamos no tema de decretos, me lembrei que ano passado fiz uma dieta super radical que me fez perder 5 kg… mas ganhei uns 10 logo em seguida. Ah, a vida!
- Regra: O verbo "fazer", indicando tempo decorrido, é impessoal e fica sempre no singular.
- Exemplo correto: Faz 30 anos que meu tio inventou a máquina de fazer pipoca que faz pipoca sem pipoca.
- Exemplo incorreto: Fazem 30 anos que comecei a colecionar tampinhas de refrigerante - (Essa, confesso, é uma coleção bem singular, até meus amigos acham estranho).
Acho que a confusão surge pela nossa tendência a personificar o tempo, a atribuir-lhe vontade e ações. Quase que o imaginamos como um velho sábio com uma barba branca comprida, contando os anos nos dedos. Mas ele é só tempo, meu caro, uma força da natureza tão implacável quanto meu vizinho reclamando do meu cachorro (que, aliás, late pra caramba). Ele simplesmente é. E faz... no singular.
Estou há 3 dias ou há 3 dias?
A questão "Estou há 3 dias ou à 3 dias?" mexe com a alma de qualquer amante da língua portuguesa, sabe? É tipo escolher entre um brigadeiro e um quindim: difícil! A resposta, meu amigo, é "há 3 dias". Simples assim. Mas vamos destrinchar essa maravilha gramatical, porque a vida é muito curta para usar a preposição errada.
Há: indica tempo passado, é um verbo impessoal que só existe na terceira pessoa do singular, presente do indicativo. Imagine o "há" como um relógio antigo, marcando o tempo que passou. "Há 3 dias eu estava de boas, sem pensar nesses dilemas gramaticais." (Essa parte é pura verdade, inclusive!)
À: contração da preposição "a" com o artigo definido feminino "a". Pense nela como uma ponte que liga um substantivo feminino. "Fui à feira comprar ingredientes para um bolo de cenoura (que, por sinal, ficou sensacional!)."
A diferença é sutil, mas crucial, como a diferença entre um beijo de esquimó e um beijo apaixonado: um arrepia, o outro... bom, esse é mais intenso! Se errar, prepare-se para o olhar reprovador dos gramáticos de plantão – gente que leva a concordância verbal mais a sério que o próprio casamento! Ainda não encontrei um motivo para usar "à 3 dias", a não ser que 3 dias tenha se tornado de repente uma divindade feminina… e isso ainda não aconteceu até onde eu sei.
Como se escreve à meia-noite ou há meia-noite?
Ah, a saga do "a" e do "há"... Uma novela mexicana gramatical! ???? Mas relaxa, vou te dar o bizu pra nunca mais vacilar:
"Há" é tipo o "faz" do passado: Se você puder trocar por "faz", sem soar como um ET, manda um "há" sem medo. Exemplo: "Há 5 minutos eu tava comendo um pastel" (tipo, "faz 5 minutos").
"À" (com crase) é pra indicar hora ou distância: Tipo, "chegarei à meia-noite" (horário) ou "estou à 2km da padaria" (distância). Crase é charme, né? ????
"A" (sozinho) é o curinga: Serve pra tudo que não se encaixa nos outros dois! É tipo o pato, faz tudo "meia boca", mas faz! ????
Tipo assim, há quem diga que a língua portuguesa é difícil, mas com esses macetes, fica facinho, facinho! ????
Como saber se é há ou a?
A diferença é crucial. "A" é artigo ou preposição. "Há" é do verbo haver, indicando tempo decorrido ou existir. "Ah" é emoção pura! Tipo, "Ah, entendi!". Á nem entra na jogada, é só letra acentuada.
Lembro de uma vez, travada na legenda de um vídeo. Era tipo "Daqui a 5 minutos..." e eu, na dúvida cruel se ia um "há" ali. Usei o Google rapidinho. Descobri que era tempo futuro, então "a" mesmo. Que sufoco!
- "A": Futuro/distância.
- "Há": Passado/existir.
- "Ah": Expressão!
Usei o "há" semana passada quando falei: "Há tempos não comia pastel". Viu? Passado total.
Quando se usa há ou à?
Há ou à: uso o "há" para tempo passado e o "à" para indicar lugar.
Teve uma vez, lá em 2018, que me compliquei todo com isso. Estava escrevendo um email pro meu chefe, sobre o projeto novo. Era tipo, "Há duas semanas que estamos trabalhando nisso...". Daí parei, pensei, "será que é 'a duas semanas'?" Que sufoco!
- Lugar: Fui à padaria ontem, rapidinho.
- Tempo: Moro aqui há uns 5 anos.
- Dúvida: Sempre me bate a dúvida, confesso.
- Macete: Se puder substituir por "faz", é "há". Tipo, "Faz cinco anos que moro aqui". Sacou?
- Email: Quase mandei o email errado pro chefe. Que vergonha seria!
Resumindo:
- Há: Tempo (passado).
- À: Lugar (geralmente).
Ainda erro às vezes, juro! Mas tento lembrar dessa dica do "faz" pra não pagar mico de novo.
Onde empregar o há?
A tarde caía, um amarelo sujo pintando o céu de Brasília, igual aos tons de nostalgia que me invadiam. Lembro-me daquela prova de português, o caderno quase rasgado pela ansiedade... Há um mês, exatamente, desde aquele dia maçante. Há tempo demais que a dúvida me persegue, um fantasma gramatical assombrando minhas madrugadas.
O peso da gramática, essa velha amiga que me atormenta e fascina ao mesmo tempo. Lembro da professora, Dona Elza, com seus óculos grossos e a voz serena explicando, paciente, sobre o “há” e o “à”. Naquele tempo, seus exemplos pareciam tão distantes. Agora, sinto a urgência da compreensão, a necessidade de decifrar o enigma. Aquele caderno de anotações, com a letra desajeitada da adolescência... ainda o guardo. Há um universo de memórias ali, como em um baú.
Um suspiro. A lembrança da praia, o calor da areia na pele... Fui à praia no verão passado, um refúgio momentâneo na loucura da vida. À tarde, o sol se punha, pintando o mar de cores impossíveis. A brisa suave, o sabor salgado no ar... À distância, as gaivotas voavam em círculos. A beleza crua e avassaladora da natureza, uma fuga daquela prova. Aquele contraste.
Há uma diferença crucial: tempo decorrido x contração. Simples assim. Mas a simplicidade não abranda a força da lembrança. Lembranças, como o eco de um martelo sobre uma bigorna antiga. Um martelo que golpeia em minha mente o tempo todo. A necessidade insistente de entender, de dominar.
- Há: Indica tempo passado. Ex: Há dois anos, há tempos.
- À: Contração da preposição "a" com o artigo definido feminino "a". Ex: Fui à festa, referiu-se à situação.
A dúvida persiste, teima em permanecer. Mas agora, com o céu noturno estrelado sobre mim, sinto que estou mais perto da resposta. Uma sensação vaga, gostosa, como o sabor de um café recém-feito... ainda quente...
Qual é a diferença entre há e à?
Há indica tempo passado. Tipo, "há 5 anos fui pra Bahia". Nossa, a Bahia é tudo de bom, preciso voltar lá um dia... será que ainda encontro aquela barraquinha de acarajé maravilhosa? Enfim, foco! É passado, tipo algo que já aconteceu.
À indica tempo futuro, ou distância. Tipo "Daqui a pouco vou comer". Ou "moro à 2km da praia". Que sorte a minha, né? Podia ser mais perto, confesso. Ai, que fome, será que peço pizza hoje? Acho que sim.
Resumindo: Há = passado, À = futuro/distância. Fácil, né? Mas confunde as vezes. Português é fogo! Me explica porque "mas" e "mais" são tão parecidos?
Só pra não esquecer: Usei "há" quando quis falar de um tempo que já passou, tipo "há pouco tempo atrás". E "à" quando planejo algo pro futuro, tipo "vou à praia amanhã".
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