O que são graus dos adjetivos?

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O adjetivo, além de concordar em gênero, também se flexiona em número, acompanhando o substantivo (singular ou plural). Ele também pode variar em grau, expressando intensidade: comparativo (igualdade, superioridade, inferioridade) ou superlativo (absoluto analítico, absoluto sintético, relativo de superioridade e relativo de inferioridade).

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Graus dos Adjetivos: Intensidade e Comparação

O adjetivo, palavra que caracteriza o substantivo, não se limita a concordar em gênero e número. Ele também pode variar em grau, expressando a intensidade da qualidade que descreve. Essa variação em grau permite-nos comparar e destacar a força dessa característica, seja em relação a outro elemento ou em termos absolutos. Compreender os graus dos adjetivos é fundamental para a precisão e riqueza da linguagem.

A variação em grau pode ser categorizada em dois tipos principais: comparativo e superlativo.

Comparativo: O comparativo expressa a relação de igualdade, superioridade ou inferioridade entre duas ou mais entidades em relação a uma determinada característica. Ele compara a intensidade da qualidade expressa pelo adjetivo entre elementos.

  • Comparativo de igualdade: Utiliza a estrutura “tão + adjetivo + quanto”. Exemplo: “Maria é tão inteligente quanto João.” Neste caso, a inteligência de Maria e João é equivalente. Também pode ser expresso com “como”. Exemplo: “O gato é tão felino como o cachorro é canino.”

  • Comparativo de superioridade: Usa estruturas como “mais + adjetivo + que” ou “mais + adjetivo + do que”. Exemplo: “Pedro é mais alto que João.” A superioridade de Pedro em relação à altura de João é evidenciada. Outras opções incluem “superior a”, ou “acima de”. Exemplo: “A montanha é superior a qualquer outra dessa região.”

  • Comparativo de inferioridade: Emprega “menos + adjetivo + que” ou “menos + adjetivo + do que”. Exemplo: “Luísa é menos organizada que Ana.” A organização de Luísa é inferior à de Ana. Analogamente, “inferior a” ou “abaixo de” podem ser utilizados. Exemplo: “O preço deste produto é inferior ao do ano passado.”

Superlativo: O superlativo, por sua vez, expressa o grau máximo ou mínimo de uma qualidade. Ele destaca a característica como a mais ou a menos intensa possível, sem necessidade de comparação com outras entidades.

  • Superlativo absoluto analítico: É formado com advérbios como “muito, extremamente, imensamente, incrivelmente, etc.” associados ao adjetivo. Exemplo: “Aquele livro é extremamente interessante.” A intensidade da qualidade “interessante” é destacada de forma analítica, usando um modificador adverbial.

  • Superlativo absoluto sintético: Usa sufixos como “-íssimo” (ou “-érrimo” em alguns casos), adicionados ao adjetivo. Exemplo: “Aquela cidade é belíssima.” Este é o superlativo mais compacto, formando uma única palavra. O adjetivo, em si, já carrega a ideia de máxima intensidade. Outros exemplos são “fortíssimo”, “perfértsimo”, “mísero”.

  • Superlativo relativo de superioridade: Comparando a qualidade com um grupo, expressando o grau máximo dentro de um conjunto. Utiliza “o/a/os/as + mais + adjetivo + de”. Exemplo: “Maria é a mais inteligente da turma.”

  • Superlativo relativo de inferioridade: Usando “o/a/os/as + menos + adjetivo + de”. Exemplo: “Pedro é o menos esforçado da equipe.”

Em resumo, os graus dos adjetivos, através do comparativo e superlativo, ampliam a expressividade da língua, permitindo nuances mais profundas na caracterização dos substantivos e no estabelecimento de relações de intensidade entre elementos. Dominar essas estruturas é crucial para a comunicação eficiente e precisa.