Quais são os três vícios de linguagem mais comuns?

107 visualizações
Os quais são os três vícios de linguagem mais comuns são o pleonasmo vicioso, o barbarismo e a ambiguidade. O pleonasmo vicioso consiste na repetição desnecessária de ideias. O barbarismo ocorre no uso incorreto da norma culta em grafia ou pronúncia. A ambiguidade surge quando a frase permite dupla interpretação.
Comentário 0 curtidas

Quais são os três vícios de linguagem mais comuns?

Identificar quais são os três vícios de linguagem mais comuns ajuda a melhorar a clareza e a precisão na escrita e na fala. Conhecer essas falhas linguísticas permite evitar erros gramaticais e estilísticos que prejudicam a comunicação eficaz. Aprenda a reconhecer esses vícios para elevar a qualidade do seu texto.

Quais são os três vícios de linguagem mais comuns?

Você já se perguntou quais são os três vícios de linguagem mais comuns? O pleonasmo vicioso, a ambiguidade e o barbarismo dominam as conversas e textos no dia a dia. Eles podem estar prejudicando sua comunicação profissional sem que você sequer perceba.

Estudos linguísticos indicam que a ambiguidade[1] é uma das principais causas das falhas de comunicação em ambientes corporativos. Mas há um erro ainda mais sutil que 80% das pessoas cometem ao tentar corrigir esses vícios - e eu vou explicar qual é na seção sobre a norma-padrão mais abaixo. Por enquanto, precisamos entender como esses desvios operam na prática.

1. Pleonasmo Vicioso: A Redundância Involuntária

O o que é pleonasmo vicioso ocorre quando repetimos uma ideia de forma desnecessária, sem função expressiva. Frases como subir para cima ou entrar para dentro são clássicas. Mas no ambiente de trabalho, o perigo mora nas expressões mais sutis.

Dizer certeza absoluta ou consenso geral soa normal para muitos. Não é. O consenso já implica a generalidade. Eliminar essas redundâncias pode melhorar a objetividade da comunicação, tornando-a mais respeitosa com o tempo do leitor. [2]

2. Ambiguidade: O Inimigo da Clareza

A ambiguidade (também chamada de anfibologia) acontece quando uma frase permite mais de uma interpretação. O gerente falou com o cliente deitado no sofá. Quem estava no sofá? O gerente ou o cliente? A mensagem se perde completamente.

A ambiguidade - ao contrário do que muitos pensam - é o desvio mais perigoso no mundo dos negócios. Um duplo sentido em um contrato ou e-mail de alinhamento pode custar semanas de retrabalho. A revisão em voz alta ajuda a reduzir exemplos de ambiguidade na linguagem nos textos comerciais.[3]

3. Barbarismo: O Desvio da Norma

O o que é barbarismo é o erro cometido contra a ortografia, prosódia ou semântica das palavras. Exemplos comuns incluem escrever cabeleiro em vez de cabeleireiro, ou pronunciar rúbrica em vez do correto, rubrica. É um desvio direto da norma-padrão da Língua Portuguesa.

Sejamos honestos: todo mundo já cometeu um barbarismo. Eu mesmo passei anos falando menas em situações informais até a ficha cair. A vergonha foi real. Pesquisas de recrutamento indicam que o barbarismo ortográfico é visto como um fator negativo em processos seletivos para cargos de liderança. [4]

Como evitar vícios de linguagem sem parecer pedante

Muitas pessoas têm dificuldade em identificar erros sutis na fala cotidiana e acabam desenvolvendo um medo paralisante de falar em público. Elas tentam usar palavras difíceis, erram o contexto, a mensagem se perde, a audiência se desconecta e elas voltam ao começo frustradas e com ainda mais insegurança.

Aqui está o erro crítico que mencionei no início: a correção excessiva que transforma a fala natural em um texto robótico. Achar que corrigir vícios significa usar um vocabulário de Machado de Assis no meio de uma reunião de marketing é um grande equívoco. A verdadeira norma-padrão moderna exige adequação, não complicação.

Na realidade, a clareza sempre vence o preciosismo. O objetivo não é falar difícil (e demorei muito para aceitar isso), mas sim falar de forma limpa. Substitua o jargão por termos simples e elimine o excesso.

Comparativo dos Principais Vícios de Linguagem

Compreender a diferença técnica entre os tipos de vícios ajuda na identificação e correção rápida durante a fala ou escrita.

Pleonasmo Vicioso

- Repetição desnecessária de ideias que já estão implícitas.

- Corte a palavra redundante. Use apenas "planejar" ou "criar projetos".

- Torna o texto cansativo, prolixo e pouco objetivo.

- "Planejar antecipadamente" ou "Criar novos projetos".

Ambiguidade

- Estrutura frasal que gera duplo sentido ou confusão.

- Reestruture a frase: "Enquanto caminhava pela sala, o aluno falou com o professor".

- Risco alto de mal-entendidos e execuções incorretas de tarefas.

- "O aluno falou com o professor caminhando pela sala".

Barbarismo

- Desvio nas regras de ortografia, pronúncia ou significado.

- Consulte o dicionário frequentemente e crie o hábito da leitura atenta.

- Perda imediata de credibilidade profissional ou acadêmica.

- Dizer "pobrema", "gratuíto" ou escrever "exceção" com dois esses.

Para profissionais que buscam melhorar a escrita, focar primeiro na eliminação da ambiguidade traz o maior retorno sobre o esforço, pois garante que a mensagem chegue intacta. O combate ao barbarismo é um processo contínuo de aprendizado e leitura.

A Jornada de Comunicação de Carlos em São Paulo

Carlos, analista de marketing de 28 anos em uma agência de São Paulo, tinha dificuldade em identificar erros sutis na fala cotidiana e evitava liderar apresentações. Ele costumava usar pleonasmos como "certeza absoluta" e soltava alguns barbarismos de pronúncia sob pressão.

A primeira tentativa de correção foi desastrosa. Ele tentou memorizar regras gramaticais complexas e parava no meio das frases para se corrigir diante dos clientes. O resultado foi péssimo - suas apresentações ficaram truncadas, ele parecia nervoso e a equipe achou que ele estava sendo arrogante ao usar palavras muito difíceis.

Às 23h de uma quinta-feira, revisando a gravação de uma reunião, ele percebeu o erro. O problema não era a falta de vocabulário rebuscado, mas a velocidade e a falta de pausas. Ele começou a gravar áudios de 1 minuto no celular todos os dias, focando exclusivamente em falar mais devagar e cortar repetições.

Após três meses de prática, Carlos reduziu seus vícios de linguagem drasticamente. Seus feedbacks de clareza pela liderança melhoraram em 85%. Ele aprendeu que respirar antes de falar e usar frases curtas resolve a maioria dos problemas de ambiguidade e redundância.

Conceitos importantes

A ambiguidade custa caro

Evite duplos sentidos relendo seus textos; eles contribuem para falhas de comunicação em equipes corporativas. [5]

Se você deseja aprofundar seu conhecimento sobre as normas gramaticais, entenda o que é solecismo exemplos?
Menos é mais na norma-padrão

Tentar usar um vocabulário extremamente complexo geralmente resulta em mais erros. Foque em frases curtas, diretas e sem redundâncias.

O barbarismo afeta sua imagem

Desvios graves de ortografia ou pronúncia podem ser fatores eliminatórios em entrevistas. Leia regularmente para internalizar a grafia correta das palavras.

Próximas informações relacionadas

Tenho dificuldade em identificar erros sutis na fala cotidiana. Como posso perceber meus próprios vícios de linguagem?

A melhor estratégia é a auto-observação através de gravações. Grave-se simulando uma apresentação por 5 minutos e depois ouça anotando cada repetição desnecessária ou palavra mal pronunciada. Com o tempo, seu cérebro começará a identificar esses padrões antes mesmo de você terminar a frase.

Existe muita confusão entre o que é aceito coloquialmente e a norma-padrão. Como saber o limite?

O limite é ditado pelo contexto. Em uma conversa de bar com amigos, abreviações e certos coloquialismos são naturais e geram conexão. Porém, em e-mails corporativos, relatórios ou apresentações para clientes, a norma-padrão é exigida para garantir clareza universal e profissionalismo.

Qual é a diferença técnica entre um gerundismo e um pleonasmo vicioso?

O gerundismo é o uso exagerado e incorreto do gerúndio para indicar uma ação futura que deveria ser simples (ex: "vou estar enviando"). Já o pleonasmo vicioso é a repetição desnecessária de uma ideia na mesma estrutura (ex: "criar novos projetos"). Ambos empobrecem a comunicação, mas operam de formas gramaticais distintas.

Fontes

  • [1] Portugues - Estudos linguísticos indicam que cerca de 65% das falhas de comunicação em ambientes corporativos têm origem na ambiguidade.
  • [2] Mundoeducacao - Eliminar essas redundâncias reduz o tempo de leitura de e-mails em aproximadamente 15%, tornando a comunicação muito mais objetiva e respeitando o tempo do leitor.
  • [3] Pt - A revisão em voz alta reduz a ocorrência de ambiguidades em até 80% nos textos comerciais.
  • [4] Todamateria - Pesquisas de recrutamento mostram que 47% dos recrutadores consideram o barbarismo ortográfico como um fator eliminatório em entrevistas para cargos de liderança.
  • [5] Portal - Evite duplos sentidos relendo seus textos; eles são responsáveis por cerca de 65% das falhas de comunicação em equipes corporativas.