Qual é o correto: faz 3 anos ou fazem 3 anos?

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Faz 3 anos ou fazem 3 anos deve ser usado como 'faz 3 anos', pois o verbo fazer indica tempo decorrido e permanece no singular independentemente do número. A forma 'faz 3 anos' é correta gramaticalmente, enquanto 'fazem 3 anos' constitui erro de concordância. Essa regra garante que expressões temporais sejam tratadas uniformemente, mantendo a estrutura do verbo no singular mesmo com quantidades múltiplas.
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Faz 3 anos ou fazem 3 anos? Forma singular é correta

Faz 3 anos ou fazem 3 anos envolve a concordância do verbo fazer com o tempo decorrido. Usar o singular evita erros comuns em textos e falas. Compreender essa regra ajuda a manter a precisão gramatical e a clareza na comunicação escrita e oral.

Qual o correto: faz 3 anos ou fazem 3 anos?

A forma correta é exclusivamente faz 3 anos. O uso de fazem 3 anos está incorreto de acordo com a norma padrão da língua portuguesa. Isso acontece porque, quando o verbo fazer indicando tempo decorrido, ele atua como um verbo impessoal. Na prática, isso significa que ele não possui um sujeito para realizar a ação, devendo obrigatoriamente permanecer conjugado na terceira pessoa do singular, independentemente de o numeral seguinte ser plural.

Essa dúvida é incrivelmente comum e confunde milhares de pessoas diariamente porque o nosso cérebro busca uma concordância natural com o numeral plural. Quando vemos o número três seguido de anos, a tendência automática é empurrar o verbo para o plural. Mas a gramática dita uma regrada gramatica faz ou fazem diferente para este caso específico. Aliás, existe um detalhe bem curioso sobre como essa regra impacta outras construções que vou explicar em detalhes na seção sobre tempos compostos logo abaixo.

Por que o verbo fazer não vai para o plural?

O motivo técnico para a imobilidade do verbo é a sua impessoalidade em contextos cronológicos ou meteorológicos. Em estruturas comuns, o verbo concorda com o sujeito da oração - por exemplo, dizemos eles fazem o trabalho. No entanto, na frase faz tres anos ou fazem tres anos, a expressão 3 anos não funciona como sujeito, mas sim como objeto direto de um verbo que apenas indica a passagem do tempo.

Muitos erros de concordância com verbos impessoais acontecem justamente por essa falsa percepção de sujeito.[1] Confesso que, no início da minha carreira como revisor de conteúdo, cansei de deixar passar essa falha em e-mails e relatórios corporativos. O texto parecia fluido e correto ao ouvido, mas a estrutura formal estava quebrada. Demorou alguns meses de prática assistida para que meus olhos notassem o desvio imediatamente. A regra é rígida: sem sujeito, o verbo fica travado no singular.

O perigo oculto nas locuções verbais

A regra da impessoalidade não se limita ao verbo fazer sozinho - ela contamina os verbos auxiliares que aparecem ao seu lado. Quando formamos uma locução verbal (dois verbos juntos funcionando como um), o verbo auxiliar herda a característica de impessoalidade e também deve ficar no singular. Portanto, o correto é dizer vai fazer 3 anos ou deve fazer 3 anos, e nunca vão fazer ou devem fazer.

Escrever vão fazer três anos que não viajo é um deslize grave em exames oficiais. Questões envolvendo a impessoalidade dos verbos fazer e haver são comuns em provas de sintaxe.[2] Os avaliadores sabem que o candidato desatento vai ler o numeral plural e aceitar a concordância incorreta do auxiliar sem pestanejar. Fique atento.

Outros contextos de uso do verbo fazer

Para não errar mais, vale a pena entender qual o correto faz ou fazem em outros contextos cotidianos. A variação para fazem só é permitida quando existe um sujeito explícito realizando uma ação de construir, produzir, agir ou causar algo.

Veja a diferença clara nestes cenários simples: Tempo ou clima (Singular obrigatório): Faz duas semanas que o projeto começou ou Faz invernos rigorosos naquela região. Ação com sujeito (Plural obrigatório): Os designers faz anos ou fazem anos de carreira brilhante com projetos estruturados ou Aqueles comportamentos fazem sentido para o grupo.

Guia de Sobrevivência: Faz vs Fazem

Para garantir que suas comunicações profissionais e acadêmicas fiquem impecáveis, veja o resumo prático de aplicação para cada estrutura do verbo.

Uso de "Faz" (Singular) ⭐

- Exige o verbo auxiliar também no singular, gerando formas como "deve fazer" ou "vai fazer".

- Utilizado para descrever estados climáticos, como em "faz dias frios aqui".

- Fixo no singular para qualquer quantidade de tempo decorrido (horas, dias, meses, anos).

Uso de "Fazem" (Plural)

- Aplicado quando substitui os verbos confeccionar, produzir ou realizar por agentes definidos.

- Correto apenas quando acoplado a sujeitos plurais executores, como em "eles fazem o relatório".

- Incorreto quando indica tempo decorrido, sendo considerado um erro gramatical pela norma culta.

A regra de ouro é simples: se a frase puder ser associada a um relógio ou a um calendário, use sempre a terceira pessoa do singular. O plural fica reservado exclusivamente para os momentos em que pessoas, animais ou coisas estão executando ativamente alguma atividade.

A lição de Carlos na redação do processo seletivo

Carlos, um analista de sistemas de 32 anos residente em São Paulo, buscava uma vaga de liderança técnica em uma grande empresa de tecnologia e precisava redigir um memorial descritivo sobre suas conquistas profissionais anteriores.

Em seu primeiro rascunho, ele escreveu: "Fazem 3 anos que gerenciei a migração da base de dados principal da empresa". O texto parecia natural e bem estruturado ao seu ouvido.

Antes de enviar o documento, ele decidiu revisar detalhadamente cada parágrafo com foco nas regras de concordância verbal. Foi quando percebeu que o verbo fazer indicava tempo cronológico e estava incorretamente flexionado no plural.

Carlos corrigiu o trecho para "Faz 3 anos", enviou a documentação a tempo e garantiu a aprovação para a fase de entrevistas, eliminando um deslize que costuma desclassificar candidatos em triagens rigorosas.

Amplie seu conhecimento

Como testar se o verbo fazer deve ficar no singular?

Uma tática simples é tentar substituir o verbo fazer pelo verbo haver. Se a substituição mantiver o sentido de tempo decorrido (como em "há 3 anos"), significa que o verbo fazer é impessoal e deve ficar obrigatoriamente no singular.

Dizer 'fazem três anos' é considerado um erro muito grave?

Sim, em contextos formais como redações de vestibulares, concursos públicos, e-mails corporativos e documentos oficiais, essa flexão é classificada como um erro grave de concordância verbal, capaz de reduzir notas consideravelmente.

A regra muda se mudarmos o tempo do verbo para o pretérito?

Não muda. A impessoalidade se mantém em qualquer tempo verbal. O correto continua sendo no singular: "comprei o carro ontem, mas parecia que já fazia anos que o tinha" (e nunca "faziam anos").

Pontos-chave

Tempo decorrido exige singular fixo

Sempre que o verbo fazer transmitir a ideia de tempo que já passou, a concordância correta será sempre "faz", ignorando se o complemento está no plural.

Para aprofundar seu conhecimento e evitar deslizes gramaticais, recomendo a leitura sobre quando usar o faz ou fazem.
Cuidado extra com os verbos auxiliares

Em construções com dois verbos, a impessoalidade é transmitida para o início da locução, exigindo formas singulares como "vai fazer" ou "deve fazer".

Substituição pelo verbo haver funciona como validador

Se você puder trocar a expressão por "há", a estrutura pede o verbo fazer na terceira pessoa do singular para manter a adequação à norma culta.

Materiais de Origem

  • [1] Brasilescola - Aproximadamente 95% dos erros de concordância com verbos impessoais acontecem justamente por essa falsa percepção de sujeito.
  • [2] Brasilescola - Estatísticas de bancas organizadoras mostram que questões envolvendo a impessoalidade dos verbos fazer e haver respondem por cerca de 30% das armadilhas em provas de sintaxe.