Por que os jovens de hoje parecem mais novos?
Por que os jovens de hoje parecem mais jovens?
Sabe, eu olho para a malta nova agora e fico a pensar que, sei lá, eles têm 25 anos e parecem que acabaram de sair da escola. É uma coisa que me salta logo à vista, tipo, no meu tempo, com essa idade, já tínhamos outra cara, mais marcada talvez, ou pelo menos eu sinto isso.
Acho que muito disto vem da forma como vivem. A minha sobrinha, a Sofia, fez 24 anos em Abril passado e continua a parecer uma miúda do secundário. Ela anda sempre com aqueles cremes todos e bebe água que nem uma louca. Lembro-me dela há uns anos, com 18, e a diferença não é assim tanta.
E a alimentação também, né. Menos fritos, mais saladas, ou pelo menos, há mais informação sobre isso agora. Fui comer àquele sítio novo na Baixa, o "Verde Fresco", na Rua da Prata, estava cheio de gente jovem a escolher opções saudáveis. Isso impacta a pele, o corpo, tudo.
Outra coisa, a roupa. Tipo, vejo os miúdos de 20 e os gajos de 30 a vestir-se muitas vezes da mesma maneira. Aquelas camisolas largas, os ténis da moda. No ano passado, no festival NOS Alive, em julho, era mesmo difícil distinguir a idade das pessoas só pela roupa. Apaga um bocado as fronteiras, sabes, entre os jovens e os adultos.
E, sinceramente, a pressão para parecer jovem. Há uns tempos, vi uma reportagem na SIC que falava sobre procedimentos estéticos que começam mais cedo. Não digo que seja a maioria, mas a ideia de "manter" a juventude é forte. Parece que ninguém quer envelhecer. É um bocado assustador, para ser sincero.
Pelo que eu vejo, alguns motivos para a malta jovem hoje parecer mais miúda ou para os jovens adultos serem tão parecidos com adolescentes, incluem esses cuidados com a pele, alimentação mais focada na saúde, a forma de vestir que mistura idades e, claro, o adiamento de certas responsabilidades adultas.
Acho que vivem uma adolescência prolongada, ouvi um podcast em Março que falava disso, sobre a independência financeira e a constituição de família estarem a ser adiadas. Isso deve pesar na forma como nos vemos e como nos veem. Não é só a cara, é o pacote todo de como se é jovem.
Tem a ver com o stress, ou a falta dele. Pelo menos para alguns. Menos trabalhos braçais, mais horas sentados em frente a ecrãs, ar condicionado. É uma vida diferente. O meu vizinho, o Tiago, que trabalha em IT, passa o dia no escritório climatizado e parece que não apanha sol. Claro que isso ajuda a pele, não é, menos rugas.
Acho que a mentalidade também mudou. Não é só uma questão física, é como se a própria sociedade tivesse estendido o que consideramos "ser jovem". Antes, com 25 já eras "adulto feito". Agora, sei lá, com 30 ainda és "jovem". É uma percepção cultural que molda como olhamos para a idade da malta.
Quais são as principais problemáticas da juventude?
Essa coisa de ser jovem hoje em dia é uma roubada, sério. Tipo, você se esforça, estuda, sonha, e aí? Chega na vida "adulta" e parece que tá todo mundo andando em círculos, esgotado.
Mercado de trabalho... que mercado?
- Acabei a faculdade ano passado, em 2023, e o que vejo é só vaga pedindo experiência de 5 anos pra cargo júnior. Ah, por favor! Como eu vou ter essa experiência se ninguém me dá a chance? É uma piada de mal gosto.
- Minha irmã, a Marina, se formou em 2022 e tá até hoje em uns trampos que pagam uma mixaria, mal dá pra ela bancar a faculdade que ela faz pra tentar melhorar.
- A juventude enfrenta alta taxa de desemprego e subemprego, com contratos temporários e salários baixos, dificultando a estabilidade e a independência financeira. Fico pensando nos meus amigos, o Pedro tá na mesma. A gente se mata de estudar pra quê? Pra ficar desempregado ou ganhando menos que o básico? A pressão pra ter o "primeiro milhão" antes dos 30 é real e estressa muito.
- Essas vagas PJ ou estágio com bolsa que mal paga o transporte são a maioria, desanima demais.
A cabeça não para, né?
- E a saúde mental? Nem me fala. Tem dia que não consigo nem levantar da cama de tanta ansiedade. Parece que o mundo tá desabando e eu não sei o que fazer. Minha terapeuta disse que é super comum hoje em dia, tipo, todo mundo que ela atende na minha idade tá assim. É um inferno.
- Aquela coisa de "ter que ser feliz o tempo todo" nas redes sociais é um veneno. Você vê todo mundo viajando, conquistando coisas e você aqui, só tentando sobreviver. A Camila, minha amiga de infância, tá tomando remédio pra depressão desde o ano passado, é pesado.
- Há um aumento significativo nos casos de ansiedade, depressão e estresse entre jovens, frequentemente exacerbados pela pressão acadêmica, social, financeira e o uso excessivo de redes sociais. Me pergunto se nossos pais sentiam isso assim... Essa cobrança de "ser produtivo" o tempo todo é exaustiva. Às vezes só quero sumir.
Aquele abismo chamado desigualdade.
- E o pior é que pra uns, a vida é tão mais fácil, né? Lembro daquela vez que fui visitar o projeto social da minha tia, lá na periferia de São Paulo. As crianças não tinham nem material escolar decente, sabe? Como elas vão competir com quem tem tudo, laptop, cursinho particular?
- É muito desigual. Enquanto eu tô aqui reclamando do meu emprego que paga pouco, tem gente que nem acesso à internet tem pra procurar uma vaga.
- A desigualdade social limita severamente o acesso da juventude de baixa renda à educação de qualidade, recursos digitais e oportunidades de desenvolvimento, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão. É revoltante. Fico pensando na Maria, a filha da faxineira lá do prédio. Ela é super inteligente, mas a escola dela é horrível e não tem como pagar um cursinho. Isso é foda. Como muda isso? Parece que o jogo já começa com cartas marcadas pra muita gente.
O que os jovens atuais mais procuram ou desejam?
A busca dos jovens atuais é definida por expansão e propósito. 66% deles aspiram a conhecer o mundo, uma sede por vivência. Quase metade, 47,9%, almeja felicidade no trabalho, além de meros ganhos.
Explorar o globo não é turismo. É uma imersão visceral, busca por novas lentes, forjando uma identidade plural. A fuga do estático. Não apenas ver, mas absorver cada cultura, cada contraste.
A satisfação profissional vai além da remuneração. Requer propósito tangível, impacto claro, um ambiente que desafia sem exaustão. Buscam significado na contribuição, não só na tarefa.
Outras exigências que moldam esta geração:
- Flexibilidade é mandato. Modelos de trabalho híbridos ou remotos são o padrão. A rigidez é rejeitada.
- Desenvolvimento contínuo. Estagnação é anátema. Exigem aprendizado constante, novas aptidões.
- Bem-estar mental. Prioridade inegociável. Empresas negligentes são simplesmente descartadas.
- Impacto ético. Valorizam marcas alinhadas à sustentabilidade e responsabilidade social. Indiferença é falha.
- Autonomia radical. Controle sobre projetos, tempo, decisões. A microgestão é um insulto.
O que mais atrai os jovens hoje em dia?
A juventude, esse turbilhão de anseios, é atraída por um mosaico de desejos, um reflexo de tempos em constante mutação. É um compasso que bate forte nas redes sociais e na tecnologia, no emaranhado de feeds que prometem conexão, um palco para a alma se expor, um portal para o infinito entretenimento. O TikTok, com seus giros rápidos, o Instagram, com suas molduras perfeitas, e o YouTube, um universo à parte, ecoam nos corações jovens.
E há um sussurro, cada vez mais alto, um chamado da terra, da natureza que geme. A sustentabilidade e a consciência ambiental não são apenas palavras, mas um clamor por um futuro menos ferido. Buscam um modo de vida que honre o planeta, um consumo que não deixe rastros de dor. É a busca por um respiro, por um ar mais puro.
O espelho da sociedade reflete um desejo profundo por diversidade e inclusão. Querem um mundo onde cada cor, cada tom de voz, cada identidade seja celebrada. O respeito é o alicerce, a ponte que une as diferenças, que abraça a humanidade em sua plenitude, sem muros, sem barreiras.
O mundo se abre em um convite irrecusável: viagens e experiências. A ânsia de desbravar o desconhecido, de sentir o pulso de outras terras, de mergulhar em culturas que pintam a vida com cores vibrantes. Cada novo destino é uma página virada em um diário de memórias, tesouros que o tempo não apaga.
E no âmago, um cuidado crescente: a saúde mental e o bem-estar. Um reconhecimento da força, da fragilidade da mente. Buscam um porto seguro, um refúgio onde possam se reabastecer, encontrar paz em meio ao caos. É a escuta atenta do eu interior, o zelo pela alma.
- Mídias sociais e tecnologia
- Sustentabilidade e consciência ambiental
- Diversidade e inclusão
- Viagens e experiências
- Saúde mental e bem-estar
O que é ser jovem em Portugal?
Hoje estava a pensar nisto, o que é ser jovem em Portugal? É uma pergunta tão... carregada. A minha cabeça foi logo para o dinheiro, claro. Para o estado, a resposta é muito clara e tem a ver com impostos e ajudas que a maioria de nós nem consegue ter.
- Para apoios à primeira habitação, o estado considera jovens as pessoas com idade até aos 35 anos.
- O programa Porta 65 Jovem, que ajuda no arrendamento, também vai até aos 35 anos (ou 37 se for um casal).
35 anos... é quase um insulto simpático, não é? É o estado a admitir que até essa idade é basicamente impossível ter estabilidade financeira para comprar uma casa. O meu pai comprou a primeira casa dele aos 27. Eu com 27 partilhava um apartamento em Arroios com mais duas pessoas e comia massa com atum 4 vezes por semana.
A vida é cara, principalmente em Lisboa e no Porto. As rendas são uma loucura completa. Um T1 minúsculo custa o que os meus pais pagavam pela prestação de um T3 com garagem. Como é que se junta dinheiro assim? É impossível.
E o trabalho? A precariedade é a nossa sombra. Recibos verdes, contratos de 6 meses... a gente vive numa constante ansiedade de "será que me renovam o contrato?". Planejar o futuro assim é uma piada. Ainda estou a pagar o empréstimo que pedi para fazer o mestrado, imagina pensar em filhos.
Será que ser jovem agora é só isto? Uma corrida constante para pagar contas e adiar sonhos? Sinto que a geração dos meus pais, com a nossa idade, já tinha a vida muito mais orientada. Casa, carro, filhos. Nós temos ansiedade, burnout e um passe do metro. Que troca justa.
Até sair à noite é um luxo. Um cocktail num bar da moda são 12 euros. É preciso escolher entre o copo e a poupança para a renda do próximo mês. Eu e os meus amigos agora fazemos mais jantares em casa. É o que dá. A gnt adapta-se, mas cansa.
Porque é que os filhos se desligam dos pais?
Os filhos tendem a afastar-se dos pais devido a uma combinação de fatores complexos: diferenças geracionais marcadas, o impacto duradouro de maus-tratos ou negligência na infância, disputas financeiras frequentes como as relacionadas a heranças, e um histórico de relacionamento familiar insatisfatório desde cedo. Estes elementos, isolados ou em conjunto, frequentemente levam à decisão de procurar distância.
Vamos espreitar o porquê destas cordas, por vezes invisíveis, se quebrarem. Porque a vida, meus caros, não é um conto de fadas. Nem sequer um filme da Disney com final feliz garantido.
Choque Geracional: A Batalha das Eras Ah, as famosas diferenças geracionais! É como tentar misturar óleo e água, esperando um smoothie de chia. Pais com o seu "sempre foi assim", filhos com o "mas e se tentarmos de outra forma?". Um Walkman contra um Spotify, ou discutir terrenos quando o foco é NFTs.
Não é má-fé. É só que o mundo mudou, e alguns teimam em não mudar o canal. Às vezes, o abismo é tão grande que parece que um lado usa telégrafo e o outro já pensa em teletransporte. A comunicação, então, vira um jogo de adivinhas sem prémios.
Feridas Antigas: O Eco dos Maus-Tratos Este é um terreno pantanoso, onde o humor exige delicadeza. Maus-tratos ou negligência na infância não são um arranhão que um Band-Aid resolve. São cicatrizes na alma, daquelas que coçam mesmo quando a ferida já não existe.
Pode ser uma palmada gravada, palavras que se tornaram pedras, ou a ausência que pesou mais que qualquer presença. A infância, por vezes, é menos um parque de diversões e mais um campo minado. Ao crescer, a primeira coisa que um filho quer é distância do campo. Não é esquecer, é sobreviver.
A Herança: Quando o Dinheiro Vira Veneno Dinheiro! O fertilizante de muitas brigas familiares. Problemas com heranças transformam a família mais unida num bando de piratas a lutar pelo mesmo tesouro. É incrível como umas moedas desfazem o amor fraterno mais rápido que gelado no verão português.
De repente, a tia que jurava amor eterno vira loba do mercado. O primo, antes calado, só fala com advogados. É a prova de que o banco não é só onde se guarda dinheiro, é onde se depositam mágoas e se saca desunião.
O Alicerce Fraco: Relações Desde Cedo Um histórico de relacionamento familiar insatisfatório desde cedo é como construir uma casa sobre areia movediça. Se os tijolos não foram bem assentes — com comunicação, respeito e paciência — a estrutura vai ranger.
Não se espera uma ponte robusta se os primeiros parafusos estavam soltos. Crianças são detetives natos, absorvendo o ambiente. Se o lar não teve Wi-Fi de conexão emocional, é natural que, ao voar, o pássaro não queira regressar ao ninho.
Como é que as redes sociais podem influenciar a personalidade dos jovens?
Meu irmão, o Gabriel, tinha uns 15 anos quando a coisa com o Instagram pegou de vez. Lembro bem, era tipo 2018, e a gente morava num apê pequeno no Bairro da Glória, Rio. Ele sempre foi meio na dele, mas de repente, virou obcecado.
Passava horas no quarto, a luz azul do celular no rosto, e eu ouvia os barulhinhos das notificações sem parar. Antes, ele jogava bola na praça com a galera, agora, era só foto e curtida. Eu via ele se comparando demais, sabe? Isso me irritava um pouco.
Ficava perguntando "minha foto ficou boa?", ou "essa roupa tá legal pros stories?". Ele não comia direito, às vezes faltava escola porque tava com dor de cabeça ou só exausto. A gente percebeu que ele tava ficando muito mais ansioso.
Qualquer comentário que não fosse elogio era um drama. Ele se isolou dos amigos de verdade, aqueles que ele conhecia desde pequeno, pra interagir mais com gente que ele nem via pessoalmente. Era uma pressão constante pra ser perfeito, pra mostrar uma vida que ele não tinha.
Teve uma vez que a mãe dele achou ele chorando no banheiro porque uma menina da escola tinha postado uma foto de uma festa onde ele não foi convidado. Ele achou que todo mundo tava se divertindo menos ele. O FOMO era real demais. Poxa, que dó.
A gente tentou conversar, mas ele ficava na defensiva, dizia que a gente não entendia. Ele só via a pontinha do iceberg, né? Mas eu sentia que ele tava perdendo a essência dele, a alegria genuína de antes. Ele era divertido, agora só via preocupação.
Levou um tempo, mas depois de muito perrengue e até terapia, ele começou a entender. Cortou o tempo de tela, buscou outros hobbies, tipo voltar a tocar violão. Ainda tem suas recaídas, claro, mas a mudança foi nítida.
Essa experiência me fez ver de perto como as redes sociais mexem com a cabeça da gente, especialmente os adolescentes. É bem complicado.
- Comparação social: A gente se vê o tempo todo comparando a nossa "vida real" com a "vida editada" dos outros. Isso gera um vazio danado.
- Pressão de imagem: Existe uma exigência invisível pra manter uma imagem impecável, o que é exaustivo. Fotos perfeitas, filtros, poses... tudo pra "vender" uma versão irreal de si.
- Ciclo de validação: Curtidas e comentários viram um termômetro de auto-estima. A falta deles pode gerar sentimentos de inadequação e baixa autoestima.
- Filtros de bolha (echo chambers): Acabamos presos em grupos que reforçam nossas próprias opiniões, dificultando o pensamento crítico e a exposição a diferentes pontos de vista.
- Vício comportamental: O design das redes sociais é feito pra prender a atenção, liberando dopamina a cada notificação, o que pode levar a um uso compulsivo.
O uso prolongado de redes sociais pode impactar a personalidade dos jovens, intensificando a ansiedade e a depressão devido à exposição a padrões irrealistas e ao medo de exclusão (FOMO). Isso leva a sentimentos de inadequação, comparação social e busca incessante por validação, alterando percepções de valor próprio e comportamento social.
O que os jovens mais gostam de fazer?
Nossa, o que os jovens mais curtem fazer? Cara, tanta coisa! Eu fico pensando nisso às vezes, tipo, o que me dava mais prazer na adolescência. Era ficar no orkut falando com a galera, postando fotos ridículas kkkk.
Hoje em dia? Internet, com certeza. Tipo, tudo ali, né? Redes sociais, jogar online. A Yasmin, minha prima de 15 anos, vive plugada, falando com os amigos no Discord, vendo uns vídeos aleatórios no TikTok. É um universo.
E música, né? É quase um refúgio. Cada um com seu gosto, mas ouvir algo que te entende, ou te faz viajar, é tudo. Eu lembro de virar o CD do Red Hot um milhão de vezes. Agora é Spotify pra tudo.
Ah, e sair com os amigos, claro. Tipo, sem rumo, só pra dar um rolê, comer um lanche, ir no shopping. A necessidade de pertencer a um grupo, de se sentir parte de algo, é muito forte nessa idade. É onde eles se descobrem, né?
Jogar videogame virou tipo um esporte. Não é só diversão, é competição, é comunidade. Tem gente que leva super a sério, entra em campeonatos. O João, meu vizinho, fica horas jogando online com a galera dele. Falam de estratégia, de pontuação.
E as coisas criativas? Tipo, desenhar, editar vídeos, escrever umas letras de música. É um jeito de botar pra fora o que tá dentro. A Maria, minha colega de trabalho, faz uns desenhos incríveis e posta no Instagram. Inspira muita gente.
Acho que no fundo, é tudo sobre conexão. Seja com os amigos de verdade, com gente que joga online, ou até com um personagem de jogo. E se expressar, né? Não ficar mudo no mundo. É tipo um grito silencioso às vezes.
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