Como explicar a concordância verbal?
O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito. Em expressões partitivas (como a maioria de), o verbo pode concordar com o nome ou com a expressão.
A Concordância Verbal: Desvendando a Harmonia entre Sujeito e Verbo
A concordância verbal é a regra que garante a harmonia entre o verbo e seu sujeito na frase. Ela se baseia na concordância de número (singular ou plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira) entre ambos. Parece simples, mas a complexidade reside nas nuances da língua portuguesa, que apresenta casos que exigem atenção especial. Este artigo visa esclarecer os principais pontos dessa concordância, focando em situações que geram mais dúvidas.
O Básico: Sujeito e Verbo Juntos
A regra fundamental é: o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.
- Exemplo 1 (Singular): O gato mia alto. (3ª pessoa do singular)
- Exemplo 2 (Plural): Os gatos miam alto. (3ª pessoa do plural)
Observe que o verbo “miar” se adapta ao número (singular ou plural) do sujeito (“gato” ou “gatos”). Esta é a base sobre a qual todas as outras regras se constroem.
Casos Especiais: Quando a Concordância Não é Tão Direta
A verdadeira arte da concordância verbal reside na habilidade de lidar com as exceções e situações mais complexas. Vejamos algumas:
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Sujeitos Compostos: Quando o sujeito é composto (formado por dois ou mais núcleos), o verbo pode ir para o plural: “A mãe e a filha foram ao mercado.” No entanto, se os núcleos são sinônimos ou se referem à mesma pessoa, o verbo pode ficar no singular: “A tristeza e a melancolia consome a alma.”
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Sujeito Composto com Verbos em Tempos Diferentes: Nesta situação, o verbo que está no tempo mais próximo do presente prevalece. Por exemplo, “Ela falará e você irá amanhã”.
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Expressões Partitivas: Expressões como “a maioria de”, “a metade de”, “uma parte de”, “grande parte de”, “a maior parte de” permitem duas concordâncias: com o nome que acompanha a expressão ou com a expressão como um todo. Assim, são corretas as frases: “A maioria dos alunos aprovou na prova” e “A maioria dos alunos aprovaram na prova”. A escolha dependerá do contexto e do enfoque que se quer dar à frase.
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Coletivos: Os coletivos (bando, grupo, multidão etc.) podem concordar com o verbo no singular, se a ideia de unidade predomina, ou no plural, se a ideia de multiplicidade se destacar. “O bando de pássaros voou alto” (unidade) / “O bando de pássaros voaram em direções diferentes” (multiplicidade).
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Pronomes de Tratamento: Embora se refiram à segunda pessoa, os pronomes de tratamento (você, senhor, senhora, Vossa Excelência etc.) exigem o verbo na terceira pessoa. “Você está bem?” / “Vossa Senhoria irá receber a resposta em breve.”
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“Quem” e “Que”: Com o pronome “quem”, o verbo geralmente fica na terceira pessoa do singular: “Fui eu quem fez isso”. Já com o pronome “que” como sujeito, a concordância se faz com o antecedente: “Fomos nós que fizemos isso.”
Conclusão:
Dominar a concordância verbal é essencial para uma escrita clara e precisa. Embora as regras possam parecer complexas, a prática e a atenção aos contextos específicos são fundamentais para sua correta aplicação. Este artigo ofereceu uma visão geral, mas a consulta a gramáticas normativas é recomendada para um aprofundamento maior em casos mais específicos. A compreensão dos princípios básicos e a observação de exemplos concretos contribuem para o desenvolvimento de uma escrita mais segura e eficiente.
#Concordância Verbal#Gramática Básica#Regras GramaticaisFeedback sobre a resposta:
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