Como identificar um erro de concordância verbal?

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Para identificar um como identificar erro de concordância verbal, verifique a relação entre sujeito e verbo. O verbo precisa concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito. A regra exige que sujeitos plurais apresentem verbos no plural. Omissões ou distanciamentos excessivos entre esses termos causam erros comuns nas frases. Esta análise direta garante a correção gramatical adequada e evita falhas na estrutura das orações.
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Como identificar erro de concordância verbal: Guia Prático

Dominar o como identificar erro de concordância verbal é fundamental para garantir clareza e autoridade na escrita. Ajustar a relação correta entre o sujeito e o verbo evita confusões gramaticais que prejudicam a qualidade do seu texto. Aprenda a revisar suas frases para transmitir mensagens precisas e profissionais sem cometer falhas.

Afinal, como identificar erro de concordância verbal?

Um erro de concordância verbal ocorre quando o verbo não se flexiona para harmonizar com o sujeito da oração em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª). Basicamente, o verbo precisa se adaptar a quem executa a ação. Se o sujeito está no plural, o verbo obrigatoriamente vai para o plural.

Mas existe um detalhe invisível que faz muitas pessoas errarem até as regras de concordância verbal mais simples - explicarei exatamente qual é essa armadilha na seção sobre a distância entre os termos abaixo.

Sendo honesto, eu mesmo perdia muitos pontos nas redações por causa disso. Meu maior erro? Tentar escrever frases chiques e longas. Eu colocava o sujeito no começo, enchia o meio com complementos, e quando o verbo aparecia na terceira linha, eu já nem lembrava de quem estava falando. Custou muita nota vermelha para eu entender que a proximidade salva a gramática.

Passo a passo prático para não errar mais

Para identificar e corrigir esses desvios com facilidade, você não precisa decorar um dicionário inteiro. Precisamos apenas de um método prático. E funciona.

1. Encontre o sujeito da oração

A primeira regra é sempre fazer a pergunta ao verbo: Quem é que...? ou O que é que...?. A resposta será o sujeito. Se você tem a frase incorreta Falta três dias para o evento, faça a pergunta ao verbo. O que é que falta? Resposta: Três dias. Logo, o sujeito está no plural. O correto é Faltam três dias para o evento.

2. Cuidado com a distância entre o sujeito e o verbo

Aqui está o detalhe crítico que mencionei antes: a distância. Em frases longas, é muito comum o verbo ficar distante do sujeito e acabar concordando com a palavra errada, quase sempre um substantivo no singular ou plural que está no meio da frase.

Por exemplo, no caso incorreto A mensagem das placas ajudam a salvar vidas. O cérebro lê placas e automaticamente coloca o verbo no plural. Pare. O sujeito real é a mensagem. As placas são apenas um complemento. O correto, portanto, é A mensagem das placas ajuda a salvar vidas.

3. Fique atento aos sujeitos compostos e invertidos

Quando há mais de um núcleo no sujeito, o verbo geralmente vai para o plural. E preste muita atenção - isso vale mesmo que o sujeito apareça depois do verbo. Um erro comum é escrever Chegou o diretor e o coordenador. Como o sujeito é composto (o diretor e o coordenador), a flexão precisa mudar. O correto é Chegaram o diretor e o coordenador.

4. Observe os verbos impessoais (sem sujeito)

Alguns verbos simplesmente não têm sujeito. Nesses casos, eles devem ficar sempre travados na 3ª pessoa do singular. Os maiores vilões são o verbo "haver" no sentido de existir ou tempo decorrido (incorreto: "Houveram muitos acidentes" / correto: "Houve muitos acidentes") e o verbo "fazer" indicando tempo ou clima (incorreto: "Fazem anos que não nos vemos" / correto: "Faz anos que não nos vemos"). Estima-se que o mau uso de verbos impessoais cause uma parte significativa das falhas em provas de escrit[2] a.

5. A regra dos pronomes relativos "quem" e "que"

Com o pronome que, o verbo concorda obrigatoriamente com o termo que vem imediatamente antes dele. Exemplo: Fui eu que fiz o bolo. Já com o pronome quem, a flexibilidade é maior. O verbo pode concordar com o termo anterior ou ficar na 3ª pessoa do singular. Ambos estão corretos: Fui eu quem fiz o bolo ou Fui eu quem fez o bolo. Lembre-se de praticar com exercícios de concordância verbal para fixar o conteúdo.

Comparativo: Verbos Pessoais vs. Verbos Impessoais

Entender a diferença entre esses dois tipos de verbos é o que separa um texto amador de um profissional. Veja como eles se comportam na prática para evitar erros comuns de concordância verbal.

Verbos Pessoais (Regra Geral)

A grande maioria dos verbos da língua portuguesa funciona dessa forma

Sempre respondem à pergunta "quem é que?" ou "o que é que?"

Flexionam-se para harmonizar em número e pessoa com o sujeito da frase

Verbos Impessoais (Exceções)

Verbo haver (sentido de existir), fazer (tempo/clima) e fenômenos da natureza

A oração não possui sujeito, logo o verbo não tem com quem concordar

Permanecem travados na 3ª pessoa do singular, independentemente do restante da frase

Seamos honestos, a maioria dos erros graves ocorre quando tentamos aplicar a regra geral aos verbos impessoais. Se você simplesmente memorizar que os verbos "fazer" (indicando tempo) e "haver" (no sentido de existir) ficam no singular, eliminará grande parte das suas dores de cabeça.

A saga do e-mail corporativo de Lucas

Lucas, um analista de marketing de 28 anos no Rio de Janeiro, precisava enviar um relatório de resultados para toda a diretoria. Ele queria impressionar com uma linguagem mais formal e estruturada, mas sempre teve dificuldade com regras de concordância verbal em frases longas.

Na primeira tentativa, ele escreveu no e-mail: "Fazem três meses que houveram quedas nas vendas, e a mensagem das novas planilhas mostram isso de forma clara". Ele revisou três vezes. Parecia corporativo e elegante. Ele enviou para cerca de 40 diretores e gerentes.

No dia seguinte, sua gerente o chamou. Não para falar das vendas, mas para corrigir o texto. O constrangimento foi real - ele havia errado três regras básicas na mesma frase, confundindo o verbo fazer, o verbo haver e perdendo o sujeito pela distância. Lucas decidiu finalmente estudar a regência dos verbos impessoais.

Após adotar o método de perguntar "o que é que?" antes de escrever, ele reestruturou seus modelos de e-mail. Resultado: seus textos ficaram mais curtos e diretos, ele parou de cometer gafes com o verbo haver, e ganhou a confiança necessária para escrever relatórios complexos.

Exceções

Como identificar o sujeito em orações muito complexas?

Sempre isole o verbo principal e faça a pergunta direta a ele: "Quem é que pratica esta ação?". Esqueça todas as palavras que estão entre vírgulas ou preposições no meio da frase, pois elas são apenas complementos e quase nunca são o sujeito real.

Se deseja aprimorar sua escrita, veja dicas sobre como não errar na concordância verbal.

O que fazer quando a distância entre o sujeito e o verbo causa confusão?

Na dúvida, reescreva a frase encurtando a distância. Frases mais curtas são mais fáceis de ler e reduzem drasticamente as chances de você esquecer o número ou a pessoa do sujeito até o momento em que o verbo aparece.

Como corrigir a concordância verbal com o verbo existir?

Diferente do verbo "haver", o verbo "existir" é totalmente pessoal. Ele sempre tem sujeito e deve concordar obrigatoriamente com ele. Portanto, o correto é dizer "Existem muitos problemas" (plural) e não "Existe muitos problemas".

Resultado mais importante

A pergunta simples salva o texto

Sempre pergunte "o que é que?" ou "quem é que?" ao verbo para encontrar o verdadeiro dono da ação e flexionar corretamente.

Cuidado com o recheio longo da frase

Palavras soltas que ficam entre o sujeito e o verbo geralmente causam falsas impressões - ignore-as na hora de definir singular ou plural.

Decore as grandes exceções

Lembre-se que verbos indicando tempo decorrido (fazer) ou existência (haver) ficam sempre cravados no singular.

Atribuição de Fonte

  • [2] Todamateria - Estima-se que o mau uso de verbos impessoais cause uma parte significativa das falhas em provas de escrita.