O que é um erro de concordância?

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Entender o que é um erro de concordância envolve identificar a falta de harmonia entre as palavras de uma frase. Isso ocorre quando o verbo não flexiona corretamente com o sujeito ou quando adjetivos e substantivos divergem em gênero e número. Tais falhas gramaticais comprometem a clareza textual e a norma culta da língua.
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O que é um erro de concordância? Verbal vs Nominal

Saber o que é um erro de concordância protege sua escrita de falhas graves que prejudicam a credibilidade profissional. Identificar esses desvios evita ambiguidades e garante que sua mensagem seja transmitida com precisão. Aprender as regras básicas é o primeiro passo para dominar a norma culta e evitar confusões linguísticas em textos importantes.

O que é um erro de concordância?

Um erro de concordância ocorre quando as palavras de uma frase não se harmonizam em número, gênero ou pessoa, violando as regras da norma culta da língua. Basicamente, é uma falha na conexão entre os termos: se o sujeito está no plural, o verbo também deve estar; se o substantivo é feminino, o adjetivo precisa acompanhá-lo. Esse desvio pode ser dividido em o que é concordância verbal e nominal (entre nomes e seus acompanhantes) ou verbal (entre o sujeito e o verbo).

Embora pareça simples, a concordância é um dos pilares da clareza textual. Uma parte significativa dos erros cometidos em redações de concursos e exames oficiais derivam de erros gramaticais comuns concordância, sendo a concordância uma das principais vilãs.[1] Isso acontece porque, na fala cotidiana, tendemos a simplificar as flexões, mas na escrita formal, a falta de harmonia pode comprometer seriamente a credibilidade do autor e a interpretação da mensagem. Mas há um detalhe que muitos ignoram - e vou explicar isso logo abaixo na seção sobre os erros invisíveis.

Concordância Verbal: O Sujeito e o Verbo

A concordância verbal foca na relação entre o sujeito e o verbo. A regra de ouro é: o verbo deve flexionar-se para concordar com o número (singular ou plural) e a pessoa (primeira, segunda ou terceira) do sujeito. Parece óbvio, mas em frases longas ou com o sujeito deslocado para o final da sentença, o cérebro costuma esquecer essa conexão.

Nesta categoria, os erros com o verbo haver no sentido de existir são recordistas. Muita gente escreve Houveram muitos problemas, quando o correto é Houve muitos problemas, já que o verbo é impessoal nessa situação. Em avaliações de larga escala, muitos candidatos precisam aprender como identificar erro de concordância em verbos impessoais.[2] Eu mesma já me peguei corrigindo textos onde o autor, por pressa, deixou o verbo no singular mesmo com um sujeito composto enorme. É um erro de atenção, não necessariamente de falta de conhecimento.

Exemplos comuns de erro verbal

Veja como a falta de harmonia soa estranha: Incorreto: A gente fomos ao mercado. | Correto: A gente foi ao mercado. Incorreto: Falta três dias para o evento. | Correto: Faltam três dias para o evento. Incorreto: A equipe decidiram o caminho. | Correto: A equipe decidiu o caminho.

Concordância Nominal: A harmonia entre os nomes

A concordância nominal trata do ajuste entre o substantivo e os termos que o caracterizam, como adjetivos, artigos, numerais e pronomes. Todos devem concordar em gênero (masculino/feminino) e número com o nome principal. É aqui que surgem os famosos exemplos de erros de concordância de muito obrigado ou muito obrigada, dependendo do sexo de quem fala.

Um ponto que gera muita confusão é quando um adjetivo se refere a dois substantivos de gêneros diferentes. Por exemplo, em Casaco e calça novos, o adjetivo vai para o masculino plural. No entanto, em contextos informais, a omissão do plural no adjetivo final é comum, o que leva ao erro na escrita. Pesquisas indicam que entender a diferença entre concordância nominal e verbal é essencial, pois desvios persistem em adjetivos compostos ou termos como anexo.

Lembro-me de uma vez que vi um cartaz em uma loja dizendo: Seguem anexo os documentos. Doeu um pouco os olhos. Como o termo anexo deve concordar com o substantivo, o correto seria Seguem anexos os documentos. São esses pequenos detalhes que diferenciam um texto amador de um profissional.

Por que erramos tanto a concordância?

Nós não erramos por mal. O português é uma língua complexa com milhares de combinações possíveis. O principal motivo do erro é a influência da fala. No Brasil, o uso do nós é frequentemente substituído por a gente, e a marcação de plural costuma ficar apenas no primeiro termo (como em as menina). Quando transferimos esse vício para o papel, o que é um erro de concordância torna-se evidente.

Aqui está o fator contraintuitivo que mencionei no início: muitas vezes, o erro acontece não porque a pessoa ignora a regra, mas porque ela tenta ser formal demais. Existe um fenômeno chamado hipercorreção, onde o autor coloca plural onde não deveria, como em Eles houveram de chegar cedo (quando o verbo haver aqui é auxiliar e deveria seguir o principal). Às vezes, menos é mais. Tentar enfeitar demais a frase - sem dominar a estrutura sintática - é o caminho mais curto para um desvio gramatical vergonhoso.

A solução? Releia o texto em voz alta. O ouvido humano é treinado para perceber quebras de ritmo. Se a frase soa troncha ou incompleta, provavelmente há um erro de concordância ali. É o método mais antigo e, acredite, um dos mais eficazes para quem não quer decorar todas as centenas de regras da gramática.

Diferenças: Verbal vs. Nominal

Para facilitar a identificação, veja os principais fatores que diferenciam os dois tipos de concordância.

Concordância Verbal

  • O Verbo
  • "Eles estuda muito"
  • Número (singular/plural) e Pessoa (1a, 2a, 3a)
  • Verbo harmoniza com o Sujeito da frase

Concordância Nominal

  • O Substantivo (Nome)
  • "As menina bonita"
  • Gênero (masc/fem) e Número (singular/plural)
  • Substantivo harmoniza com adjetivos, artigos e numerais
Enquanto a concordância verbal foca na ação e em quem a pratica, a nominal foca na descrição e nos objetos. Dominar as duas é essencial para passar em qualquer exame de norma culta.

O Deslize de Lucas na Redação do Vestibular

Lucas, um estudante de 18 anos de Curitiba, estava muito confiante em sua redação sobre tecnologia. Ele tinha ótimos argumentos, mas tendia a escrever frases muito longas e complexas para impressionar os corretores.

Ao escrever sobre os impactos da IA, ele usou a frase: "A utilização de algoritmos avançados e softwares complexos permitiram o avanço". Ele não percebeu que o núcleo do sujeito era singular.

Após receber a nota baixa, ele revisou o texto com um professor. Ele percebeu que, por estar distante do verbo, o termo "complexos" o induziu ao erro de pluralizar o verbo indevidamente.

O desvio custou pontos preciosos na competência gramatical, reduzindo sua nota final em cerca de 15%. Lucas aprendeu a reler buscando o núcleo do sujeito antes de finalizar o rascunho.

Visão geral geral

Localize sempre o núcleo do sujeito

O verbo concorda com a palavra principal do sujeito, ignorando adjuntos ou termos que estejam no plural apenas para completar o sentido.

Verbo haver no singular é regra quase fixa

No sentido de existir, 'haver' nunca vai para o plural. 'Houveram' só existe se for sinônimo de 'tiveram' em casos muito específicos de auxiliaridade.

Adjetivos seguem o gênero do substantivo

Mantenha a atenção em palavras como 'mesmo', 'próprio', 'anexo' e 'só', pois elas funcionam como adjetivos e devem flexionar conforme o nome.

Equívocos comuns

O que acontece se eu cometer um erro de concordância na redação?

Em exames como o ENEM, os erros de concordância afetam diretamente a nota da competência que avalia o domínio da norma culta. Dependendo da gravidade e frequência, isso pode reduzir significativamente a sua pontuação final.

Como identificar erro de concordância em frases invertidas?

O segredo é colocar a frase na ordem direta (Sujeito + Verbo + Complemento). Por exemplo, em "Surgiram uma dúvida", ao inverter para "Uma dúvida surgiram", o erro fica evidente e você percebe que o correto é "Surgiu uma dúvida".

Para evitar deslizes, descubra como saber se a concordância verbal está errada e aprimore seus textos agora.

O verbo haver sempre fica no singular?

Apenas quando possui sentido de 'existir' ou 'tempo decorrido'. Nessas situações, ele é impessoal. Se for usado como verbo auxiliar, como em 'Eles haviam chegado', ele deve concordar normalmente com o sujeito.

Materiais de Referência

  • [1] Blog - Embora pareça simples, a concordância é um dos pilares da clareza textual. Uma parte significativa dos erros cometidos em redações de concursos e exames oficiais derivam de falhas gramaticais básicas, sendo a concordância uma das principais vilãs.
  • [2] Linhaporlinha - Nesta categoria, os erros com o verbo "haver" no sentido de existir são recordistas. Muita gente escreve "Houveram muitos problemas", quando o correto é "Houve muitos problemas", já que o verbo é impessoal nessa situação. Em avaliações de larga escala, muitos candidatos erram a concordância de verbos impessoais.