Quantas e quais são as conjunções?

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As quantas e quais sao as conjuncoes envolvem duas classes principais divididas em coordenativas e subordinativas. As coordenativas ligam oracoes independentes, enquanto as subordinativas conectam oracoes dependentes. Essa classificacao gramatical estrutura a conexao logica entre os periodos na lingua portuguesa.
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Coordenativas vs Subordinativas

Compreender quantas e quais sao as conjuncoes ajuda a estruturar frases de forma coesa e correta na lingua portuguesa. Dominar essas conexoes evita ambiguidades na construcao textual e aprimora a clareza da comunicacao escrita.

Quantas e quais são as conjunções na Língua Portuguesa?

A resposta para essa pergunta depende da forma como olhamos para a gramática, pois as conjunções podem ser entendidas a partir de duas grandes divisões principais que se desdobram em 15 classificações diferentes no total. Na Língua Portuguesa, as conjunções funcionam como conectivos invariáveis essenciais para unir orações ou termos com a mesma função sintática.

A classificação oficial divide essas palavras em dois grandes blocos: as coordenativas, que somam 5 tipos diferentes, e as subordinativas, que contabilizam 10 tipos. Entender esse mapa completo ajuda a estruturar textos de forma muito mais clara e coesa. Mas há um detalhe que a maioria dos manuais escolares deixa passar batido - vou explicar esse segredo valioso na seção sobre as armadilhas gramaticais logo abaixo.

As 5 Conjunções Coordenativas: Ligando Ideias Independentes

As conjuncoes coordenativas e subordinativas servem para conectar orações que possuem sentido completo por si mesmas e não dependem sintaticamente umas das outras. Elas se dividem exatamente em 5 categorias bem definidas.

Os 5 tipos de conjuncoes coordenativas são: Aditivas: Expressam uma ideia de adição, soma ou acréscimo de pensamentos. Os exemplos mais clássicos são e, nem e as locuções como não só... mas também. Adversativas: Indicam oposição, contraste ou quebra de expectativa entre as ideias. São representadas por palavras como mas, porém, contudo, todavia e entretanto.

Alternativas: Traduzem uma relação de escolha, exclusão ou alternância. Costumam aparecer duplicadas ou isoladas, como ou, ora... ora, quer... quer e seja... seja. Conclusivas: Introduzem uma dedução ou a conclusão lógica de um raciocínio iniciado anteriormente. Destacam-se aqui os conectivos logo, portanto, pois (quando posicionado após o verbo) e por isso.

Explicativas: Justificam ou explicam o motivo da ordem ou afirmação feita na oração anterior. As principais são porque, que, porquanto e pois (quando usada antes do verbo).

As 10 Conjunções Subordinativas: Construindo Relações de Dependência

As conjunções subordinativas têm um papel diferente, ligando uma oração dependente a uma oração principal. Ao todo, a gramática normativa estipula 10 subdivisões para este grupo, sendo uma delas integrante e as outras 9 de natureza adverbial.

A primeira grande divisão traz as chamadas conjunções integrantes, representadas principalmente por que e se. Elas são responsáveis por introduzir orações que funcionam como o sujeito ou o objeto da oração principal. Sem elas, a frase principal perde o sentido básico.

As outras 9 subdivisões são as adverbiais, que indicam uma circunstância específica em relação à oração principal. Elas englobam as causais (como porque e visto que), as comparativas (como, mais do que), as concessivas (embora, ainda que), as condicionais (se, caso) e as conformativas (conforme, segundo). Além dessas, completam a lista a classificacao das conjuncoes consecutivas (que indicam consequência, como de modo que), as finais (para que, a fim de que), as proporcionais (à medida que) e as temporais (quando, enquanto).

O Segredo Contextual e as Armadilhas do Aprendizado Automático

Lembra do fator crucial que mencionei no início do texto? Aqui está ele: uma palavra não nasce pertencendo a apenas uma caixinha fixa para sempre. Na verdade, o contexto em que ela é empregada muda completamente a sua classificação gramatical.

Vejamos a palavra como - e isso costuma derrubar muita gente em provas importantes. Ela pode atuar como uma conjunção subordinativa comparativa se usada para traçar um paralelo entre dois elementos. No entanto, se abrir uma frase indicando um motivo, passa a ser uma conjunção causal. Se indicar conformidade, transforma-se em conformativa. Eu mesmo passei horas quebrando a cabeça na época da escola tentando decorar listas prontas de conectivos isolados. Foi um sofrimento inútil. A verdade é que descobrir o que sao conjuncoes e exemplos práticos sem ler a frase inteira é uma receita certa para falhar em análises sintáticas.

Se você quer aprofundar seus estudos em gramática, veja também O que é uma conjunção exemplo? para entender melhor o tema.

Coordenação vs Subordinação: Como Diferençar na Prática

Para fixar o aprendizado e não confundir as duas grandes macroclasses de conjunções, vale a pena confrontar diretamente os seus papéis estruturais e semânticos no período composto.

Conjunções Coordenativas

• Unem orações coordenadas independentes que mantêm o seu sentido completo de forma isolada

• Dividem-se estritamente em 5 classificações semânticas distintas

• Trabalham com noções de adição, oposição, alternância, conclusão e justificativa

Conjunções Subordinativas

• Unem uma oração subordinada dependente à sua respectiva oração principal

• Dividem-se em 10 classificações, englobando as integrantes e as adverbiais

• Introduzem complementos essenciais ou determinam circunstâncias como tempo, causa e condição

A grande diferença prática está na autonomia das frases. Se ao retirar o conectivo as duas orações continuam fazendo sentido sozinhas, estamos diante de uma relação de coordenação. Se uma das partes parecer incompleta ou sem rumo, trata-se de subordinação.

O Desafio Gramatical de Carlos na Redação

Carlos, um estudante de 17 anos em São Paulo, estava se preparando para o vestibular e enfrentava sérias dificuldades para conectar seus argumentos na redação. Ele abusava do conectivo "e" repetidamente, deixando o texto cansativo e sem sofisticação.

A sua primeira estratégia foi memorizar uma lista gigante com todas as 15 classificações de conjunções em uma folha de papel. No ensaio seguinte, tentou encaixar conectivos raros e arcaicos como "conquanto" e "porquanto" sem critério. O resultado foi um desastre: o texto perdeu a naturalidade e a nota despencou devido ao uso inadequado.

Ao invés de focar nas nomenclaturas difíceis, Carlos mudou de tática após conversar com seu professor. Ele passou a analisar o sentido que queria transmitir antes de escrever, treinando a substituição consciente por conectivos mais comuns de oposição e conclusão.

Após 4 semanas de prática direcionada, Carlos eliminou as repetições viciosas de seu texto, aprendeu a usar ganchos semânticos reais e viu a sua pontuação na competência de coesão textual subir significativamente nos simulados da escola.

Mais discussão

O que é uma locução conjuntiva?

É o conjunto de duas ou mais palavras que exercem exatamente a mesma função de uma conjunção simples na frase. Elas geralmente terminam com a palavra "que", como nos exemplos "visto que", "à medida que" e "ainda que".

Qual é a diferença entre a conjunção explicativa e a causal?

A explicativa justifica uma ordem ou uma afirmação feita anteriormente, vindo normalmente após verbos no imperativo. Já a causal introduz o motivo real ou o fato que gerou a ação expressa na oração principal.

O conectivo "pois" pode mudar de classificação?

Sim. Quando o conectivo "pois" surge posicionado antes do verbo da oração, ele funciona como uma conjunção explicativa. Se ele vier deslocado para depois do verbo, sua classificação passa a ser conclusiva.

Principais lições

Existem duas grandes macroclasses

As conjunções na Língua Portuguesa dividem-se de maneira geral entre coordenativas e subordinativas.

O total oficial é de 15 tipos

A gramática reconhece 5 categorias para as conjunções coordenativas e mais 10 subdivisões para as subordinativas.

O contexto determina a função

Muitas palavras podem alternar de classificação dependendo estritamente do sentido construído dentro do período composto.